A potência hegemônica que os EUA foram por muitos anos agora parece não se refletir mais na realidade. China e Rússia despontam como potências. A primeira pela sua economia e a segunda pela sua capacidade bélica, principalmente nuclear.
Há potências menores, algumas regionais, como França, Grã-Bretanha, Alemanha, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Paquistão, Turquia, Indonésia, Índia, Argélia, Irã e Israel.
Os Estados Unidos são militarmente os mais fortes, embora não sejam os melhores, como percebemos pelas guerras pós Segunda Guerra Mundial. E é essa força bélica e sua economia ainda importante e de alcance global que o sustentará, possivelmente, por mais uma década. Ao seu lado estarão as potências adjacentes citadas acima e outras, incluindo o Brasil em um mundo multipolar que toma forma a cada dia que passa.
Sabedor de seu poder militar, os EUA abusam de sua força para se manter à frente. Atacam a Venezuela, o Irã, a Rússia, esta através da Ucrânia, e ameaçam se afastar da poderosa aliança militar chamada OTAN, mas isso o desgasta ainda mais. São mais gastos voltados à área militar em um país em crise econômica e social, esta última aguda. Com Trump, os EUA caminham rapidamente para a exaustão hegemônica, social, militar e política, com sérios riscos de convulsões sociais internas, incluindo guerras civis, secessão e golpes, inclusive militares.
É muito possível que ao fim da guerra do Irã e da Russia os Estados Unidos nunca mais voltem a ser os Estados Unidos de antes, sendo menos influentes, menos poderosos com seus territórios fragmentados.
A potência que tomou e às vezes comprou territórios da Inglaterra, da Franca, da Rússia, da Espanha e do México, que ameaçou tomar parte da Dinamarca (Groenlândia), Iraque, Afeganistão, Síria e Palestina (Gaza), pode sofrer dos males que praticou e se reduzir territorialmente à insignificância.
Os EUA praticaram genocídios contra seus povos originários, vietnamitas, coreanos e iraquianos; permitiram outros massacres por seus aliados, como o de palestinos por Israel, usaram armas sujas e proibidas, inclusive nucleares contra civis, assassinaram crianças e mulheres deliberadamente, torturaram, praticaram e incentivaram golpes em outros países, executaram e sequestraram presidentes de outras nações, subornaram cientistas e militares de outras nações e compraram a preço de banana políticos estrangeiros, arruinando a prosperidade de muitas nações, inclusive a brasileira.
E é com esse país que teremos de lidar por mais alguns anos, o mesmo que nos ameaça indiretamente de invasão e bombardeios e, sem pudores, de aumento de tarifas constantemente.
Mas ele não se reerguerá e se fragmentará. É questão de tempo. E o tempo corre contra esse país que tanto mal fez à humanidade.
Todas as propagandas dos EUA para cativar corações e mentes não se sustentam mais. O terror não pode mais ser escondido ou camuflado. O seu soft power implodiu antes de sua queda.
E o Brasil nisso? Pode aproveitar e se tornar a maior potência do continente e até ocidental ou continuar a ser um fazendão de soja. A escolha é nossa, do povo que elege seus representantes. Ou lutamos com honradez e sabedoria pela nossa soberania, e com isso poderemos nos tornar a potência merecida e sonhada, ou nos submetemos à força decadente dos EUA e servimos à sua malévola vontade. A escolha será nossa, já em outubro.

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