MICHELE, FLÁVIO E TRUMP. ALIADOS? O QUE CADA UM DESEJA?


O Bolsonaro Júnior, como seria chamado por Trump, ou Bolsonaro Filho, como prefiro chamar o candidato Flávio Bolsonaro, disse no final de 2025 que sua candidatura tinha um "preço" e poderia ser "negociada", e que foi amplamente divulgado pela mídia.

Hoje, no final de junho de 2026, ele viu disparar a sua rejeição, principalmente pela proximidade e pelos vínculos com Vorcaro, do Banco Master.

Coincidentemente, Michele Bolsonaro soltou um vídeo atacando o Bolsonaro Filho. Mas qual seria a intenção dela, ou deles? 

Há quem diga que Michele deseja ser a candidata a vice de Ronaldo Caiado. Outros dizem que ela seria a candidata no lugar de Flávio, pelo próprio PL.

O primeiro ponto que deve ser observado é que Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e viaja constantemente a países do Golfo e outros de vertente direitista, possivelmente para obter o apoio do governo extremista de Trump, disseminar mundialmente o nome de seu irmão Flávio Bolsonaro e buscar ajuda para o que pode ser chamado de campanha "suja", através de financiamento, bombardeamento com "fake news" e ações de inteligência para minar a campanha de Lula. Leia bem, pois utilizei o termo "possivelmente", pois é o que imagino (não o estou acusando, mas supondo, colocando uma possibilidade) diante da enorme montanha de dinheiro encaminhada pelo Vorcaro e que não foi integralmente utilizada no filme "Dark Horse", que, em uma tradução livre, pode ser lido como "O Azarão", o que para mim é uma péssima escolha para o nome de um filme.

Então, a campanha de Bolsonaro Filho teria fôlego mesmo com a baixa neste momento. Mas, como se sabe, a família Bolsonaro gosta do poder político, e Flávio deve estar preocupado com a enorme chance de não vir a ser eleito presidente, restando latejante a tentação de se reeleger ao Senado pelo Rio de Janeiro.

Mas Bolsonaro Filho cederia a candidatura à Michele? Pode ser, mas particularmente eu duvido, a não ser que haja uma pressão muito grande dos apoiadores e também do líder do Partido Liberal e ele sinta que está negociando com vantagens pessoais, como a certeza da candidatura ao Senado pelo Rio e benesses de ocupar cargo importante em um eventual governo Michele (ou Caiado, quem sabe?).

Tenho para mim que a família Bolsonaro, incluindo aí o patriarca, não confia integralmente na Michele e por isso não a lançou como candidata a presidente nem como vice. Bolsonaro, o patriarca, não gosta de correr riscos.

A Michele aparenta desejar se candidatar à Presidência. Se for a vice de Caiado, considerando a ânsia de poder de Michele, aquele pode vir a correr o sério risco de ser traído pela vice, ao estilo do que teria ocorrido na relação Dilma - Michel.

Outra possibilidade é a oposição ter a certeza de que a eleição irá para o segundo turno e aí restará a negociação do terceiro colocado ao segundo, contra Lula. Se Flávio foi o terceiro colocado, poderá negociar em alto preço, como já havia dito no final do ano passado. Se o terceiro colocado for Caiado ou Michele, cargos importantes e de destaque em um eventual governo Bolsonaro Filho, bem como indicações políticas para cargos, também podem ser muito bem negociados.

A política não é para amadores, e por detrás das candidaturas atuais de direita e extrema direita está o governo extremista dos Estados Unidos, ansioso por colocar as mãos e as botas sujas de sangue em nossas terras raras, nosso petróleo, nossa água potável e em nossa economia, custe o que custar. Vide o que fizeram na Venezuela e prometem fazer em Cuba (sem as mesmas riquezas naturais do Brasil).

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