MÉXICO, COLÔMBIA E BRASIL, OS ALVOS DA VEZ?


De todos os países da América, penso que o mais injustiçado foi o México, que foi atacado pelos Estados Unidos e perdeu grande parte do seu território para o que hoje é o sul e principalmente o sudoeste daquele país. Depois, os Estados Unidos ainda negociaram, através da força, a compra de outra parte do México.

O México enfrentou também a Espanha e a França e teve as principais civilizações do continente, dentre elas os Maias e Astecas. Lá se desenvolveu a agricultura, a astronomia, a construção de pirâmides e também a escrita, muito antes da vinda dos espanhóis Antes mesmo da revolução russa, comunista, de 1917, o México, ainda em 1910, vivia uma revolução social impressionante.

O México é de especial significado no continente e é muito mais que sombreros e comida mexicana. 

Lá, a cultura e o desejo de mudança pulsam.

Lá, assim como no Brasil e em toda a América Latina,  também há uma elite entreguista, pouco preocupada com o futuro do pais, mas a intelectualidade e os movimentos sociais mexicanos impressionam, mais que no restante do continente, incluindo o Brasil.

Mas o México e a Colômbia estão sob efetivo ataque, sem titubeios, no que se denomina de guerra híbrida, sem o uso de ataques militares diretos. Parte da mídia, com apoio dos EUA, acusa líderes regionais, ligados aos governos centrais desses países, de tráfico de drogas. Ao mesmo tempo, revelou-se um plano de ação contra governos sociais democratas na região, em especial México e Colômbia, orquestrado por Estados Unidos, Argentina, Israel e Honduras. O plano é conhecido como "Hondurasgate".

Dos governos não alinhados à direita, o Brasil é um dos menos perigosos ao império. Eles (EUA) lucram muito com o Brasil atual. Exportam muito para cá, recebem muitos dividendos de suas empresas e muitos juros de dividas. Além do mais, o Brasil não é um risco econômico (não tem indústrias de alta tecnologia nem bélicas substanciais), sendo um país que prioriza a exportação agrícola e mineral. Os EUA só não querem que a China continue a investir pesadamente no Brasil. Porém, como temos a maior economia da América Latina e possuímos muito petróleo, água doce, minério e terras raras, somos objeto de extremada atenção e estamos na mira das agências de inteligência estadunidenses, inclusive para uma guerra híbrida, para a eleição de candidato que opte por favorecer e atender a todos os interesses dos EUA. Nesse quesito, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado são os candidatos do império, e já se comprometeram a reconhecer as organizações criminosas voltadas ao tráfico como grupos terroristas, permitindo, assim, a pronta intervenção militar e de inteligência estadunidense abertamente em nosso território, além do fornecimento de nossas terras raras sem qualquer contrapartida.

Falta ao Brasil o inconformismo histórico dos mexicanos, o nacionalismo e a construção de um futuro voltado ao crescimento econômico e social. Nossa elite sente-se colonizadora de nossa terra, onde somos vistos como escravos ou imigrantes de baixa qualificação profissional. Falta a eles e a nós a visão de que somos o grande povo brasileiro, de um país imenso, repleto de riquezas naturais, de injustiças e falta de zelo e planejamento por culpa exclusiva de nossas elites econômica e política.

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