EUA E BRASIL. 200 ANOS DE EXTORSÃO?


Muitos brasileiros se acostumaram às constantes intervenções dos Estados Unidos no nosso país, em diversas áreas.

Tudo começou com as intervenções sutis na cultura, interferindo em nossas diversas artes, como música, cinema, teatro, literatura, quadrinhos e shows. Até nos programas jornalísticos e de entretenimento sofremos fortes influências. Hambúrgueres e "hot dogs" mudaram nossos hábitos. Na verdade, interferiu até no cotidiano, com as nossas famílias vivenciando o estilo propaganda de margarina.

O Brasil deixava de ser legitimamente Brasil para se tornar Brazil.

Os Estados Unidos passaram a se tornar um modelo para crianças e jovens, e também para muitos não tão jovens.

Trump, porém, escancarou a realidade e muitos americanos passaram a perceber a existência de um mundo sofrido ao seu redor, e muitos brasileiros, também com isso vieram a perceber que o Tio Sam não era um tio tão bonzinho assim. Ele explorava, matava, torturava e extorquia.

Trump se afastou, ao mesmo tempo, da hipocrisia e da falsa cordialidade; demonstrou às claras e sem qualquer pudor o que os Estados Unidos sempre foram: abusivos, autoritários e sanguinários.

Muitos brasileiros se depararam com um Estados Unidos diferente de tudo o que sempre imaginaram. Outros insistem em negar a realidade, enquanto alguns explicam o passado militarista e imperialista dos Estados Unidos desde o final do século XIX e citam exemplos de países invadidos, bombardeados e com intervenções pontuais, diretas e indiretas,como no Brasil, com os golpes de 1964 e 2017 e agora, desde 2025, com as medidas tarifárias e unilaterais de Trump.

Os Estados Unidos nunca foram amigos. Sempre nos extorquiram. Há quem proponha a continuidade desse processo, mas há os que defendem ser este o momento de uma necessária e oportuna mudança de alinhamento. Coaduno com essa última alternativa, entendendo ser o caminho para a nossa independência e saída para o crescimento.

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