A GANGORRA ESTADOS UNIDOS - BRASIL. O BRASIL VAI OCUPAR O LUGAR DOS EUA?

Vou tentar ser o mais objetivo possível nesse texto. São muitas coisas a serem faladas e para não ficar cansativo não poderei discorrer muito sobre cada um dos subtemas.

Como já explanei em diversos textos anteriores, os EUA vivenciam uma fase de decadência social, moral, econômica e também militar. O compromisso de acordo com o Irã significa capitulação, perda dos EUA para o Irã, que embora tenha sofrido muitos ataques, conseguiu atingir os EUA de forma significativa, a ponto dele perder quase todas as suas bases no Oriente Médio, diversas aeronaves e caríssimos e sofisticados equipamentos de inteligência. Foi a derrota mais rápida da história dos Estados Unidos da América.

Não há qualquer dúvida de que os EUA estão decadentes, embora ainda demore alguns anos para perder a relevância que ainda mantêm hoje. 

Nessa realidade, cabe uma pergunta. Qual seria a outra potência no continente ou no ocidente que poderia ocupar o espaço que hoje é dominado pelos EUA? 

Não tenho dúvida de que quem reúne as melhores condições, hoje, é o Brasil. Explico abaixo.

O Brasil é a maior potência da América Latina, com um grande território, a maior população do continente após os Estados Unidos e uma economia relativamente diversificada. O espaço natural, no continente, seria o Brasil ocupar o espaço que hoje é dos EUA.

Mas há outros países no ocidente clássico e expandido que poderiam ocupar esse espaço, como Alemanha, França, Japão e Coreia do Sul. Porém, nenhum deles tem as riquezas naturais do Brasil, um território equivalente ao nosso, uma localização tão estratégica e menos ainda uma população tão grande. Assim, o Brasil seria o líder natural do ocidente com a decadência dos Estados Unidos.

Porém, o país precisa se preparar em diversas áreas, principalmente na defesa. 

Temos uma boa diplomacia que é tradicional e que fez com que o nosso país tivesse boas relações e amizade com diversas outras Nações em todo o globo, em especial na Europa, com França, Espanha e Portugal.

Temos as maiores colônias de descendentes de japoneses, italianos, portugueses e de libaneses fora desses países. Temos a segunda maior colônia de descendentes de alemães fora da alemanha. Além disso, possuímos a maior comunidade de pretos fora do continente africano.

A diplomacia, a miscigenação e a independência nas votações na ONU, além da defesa da não intervenção em assuntos estrangeiros, fazem com que o Brasil seja um país considerado amigo ou ao menos ponderado para a enorme massa de países no mundo afora, o que é um poderoso soft power.

Nossa música, nosso cinema e nossas artes em geral agradam muitos povos, em especial na Europa e na América Latina, o que também é um soft power importantíssimo. Nossas novelas, tão famosas na Rússia e em Cuba, conquistaram a América Latina. Porém, o nosso futebol, com toda sua rica história, talvez seja o nosso soft power mais importante.

Pelé, Ronaldinho e Ayrton Senna são nomes de personalidades brasileiras famosas conhecidas por todo o globo, constituindo-se também em soft power.

O agronegócio, graças à EMBRAPA, consegue exportar para todos os continentes. O nosso minério também é vendido para muitos países. Porém, temos que desenvolver a nossa indústria. Para isso, parcerias com as nossas universidades públicas seriam fundamentais, a fim de propiciar inovações em negócios e especialização.

As universidades públicas também têm papel fundamental no desenvolvimento de novas tecnologias e no aprimoramento das já existentes. Para isso, uma parceria entre os governos das três esferas e instituições do empresariado e do Sesi e Senai seriam fundamentais, com incentivo às pesquisas inovadoras e aos cientistas brasileiros.

Questões de segurança interna e de defesa, como comunicações, satélites, geolocalização, indústrias de defesa e desenvolvimento de armas eficientes, baratas e em grande quantidade (como drones e mísseis de curto, médio e longo alcance) têm que ser prioridade absoluta de nossas Forças Armadas e do Governo Federal, devendo contar com os institutos de pesquisa das Forças Armadas e também das nossas Universidades Públicas, a fim de dar autonomia e independência tecnológica ao Brasil o quanto antes. Temos que correr contra o tempo e estarmos preparados para quando os EUA desmoronarem geopoliticamente e ocuparmos o espaço antes que outra Nação o faça.

Que o Brasil incentive a ciência, a tecnologia, a defesa, a educação massiva do nosso povo e que venha a ocupar o lugar dos Estados Unidos no ocidente, ao lado das potências orientais, como China, Rússia, Indonésia e Índia, ajudando a levar a paz e Justiça ao mundo|, sem guerras e sem desumanidade, mas sempre com a altivez, estando preparado para agir com força em sua defesa, se for absolutamente necessário.

O Brasil pode e vai ser uma das maiores potências do globo. Mas para isso não podemos ceder espaço a entreguistas e aos que não acreditam na grandeza de nosso país. O nosso destino não é ser potência hegemônica, mas participar, ao lado de outras potências, de uma nova fase da humanidade.

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