Mas todo esse avanço se desmorona
frente à forma de vida da humanidade, em especial das sociedades ocidentais,
muito voltadas ao sucesso individual, à prosperidade financeira e nada preocupadas
com as mazelas sociais criadas pelos sistemas fabricados por mentes nitidamente
limitadas, ao menos no campo espiritual.
O nosso Brasil e também o país
mais rico do mundo estão repletos de pessoas em situação de rua, de dependentes
de drogas e de desempregados. O país mais rico do mundo tem os maiores grupos
financeiros e empresariais, além das pessoas mais ricas do globo. Mas a miséria
lá existe e aumenta dia a dia e há milhões de pessoas que não têm condições de
salvar a própria vida, por incapacidade de custear tratamento médico, que lá é exclusivamente
particular.
Visando angariar mais fiéis,
algumas Igrejas estimulam e defendem a doutrina da prosperidade. As Igrejas
viraram locais em que os fiéis não buscam a elevação espiritual em primeiro
lugar, mas ter bom emprego, bom salário, boas condições materiais. Os centros
espirituais, como são as Igrejas e os demais Templos religiosos, viraram locais
para se “fazer um social”, ter contatos, ser visto e, de repente, conhecer
alguém que possa proporcionar progresso financeiro e profissional.
Nesse contexto do individualismo
e de crise existencial exponenciais, a extrema direita ressurge mais forte e
ainda mais sem escrúpulos morais, discriminando raças, religiões, refugiados e
aqueles que prestam algum tipo de socorro aos necessitados. E eticamente
confusa, grande parte da sociedade, preocupada mais com o próprio conforto do que
com os seus e o próximo, aplaude atitudes desprezíveis de seres que abafaram
sua própria alma de tentar desmoralizar os que ainda esticam seus braços aos
mais carentes.
Frente ao genocídio e à fome
generalizada do povo palestino, muitos aplaudem os crimes de guerra de Israel e
chamam os que se comovem com as dores das crianças, mulheres e idosos da
Palestina de antissemitas, sem sequer saber a profundidade de tal significado e
do alcance de tal termo em relação aos palestinos, tão semitas quanto os
israelenses descendentes da parcela de judeus originários do Oriente Médio.
Estamos vivenciando uma Era de
doença da Alma, ou seja, do mais absoluto desencontro do que se é em relação ao
que se vive. O prazer virou o maior desejo, a maior busca e a maior realização.
A verdadeira Fé Espiritual foi abandonada em detrimento da frequência de
Templos religiosos por absolutos interesses pessoais mesquinhos.
Como disse um famoso e midiático Padre
Católico brasileiro, a sociedade está permitindo que a maldade reine em seus
corações e almas.
O embate não nos fortalece. É o
exemplo que nos aproxima de nós mesmos e do Criador e que nos edifica.
A maior luta que temos que travar
não é com aquele que segue o caminho do anticristo, mas conosco mesmo, de não
esmorecer e de continuar a seguir o caminho que a nossa Alma trouxe como características
próprias da humanidade real e dos diversos exemplos e ensinamentos de Jesus. Os
nossos exemplos podem, em um primeiro estágio, perturbar os que não desejam
retornar ao real caminho da humanidade, mas logo passarão a iluminar os passos
desses, e desses os de outros, e assim sucessivamente, em um movimento lógico
de sobrevivência da própria espécie humana.
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