A ESPERANÇA DO ÚNICO CAMINHO PARA A SOBREVIVÊNCIA DE NOSSA ESPÉCIE.

O ser humano atingiu um nível de progresso científico admirável e conseguiu ir ao espaço, algo inimaginável séculos atrás. O avanço científico alcançou a área médica, inclusive.

Mas todo esse avanço se desmorona frente à forma de vida da humanidade, em especial das sociedades ocidentais, muito voltadas ao sucesso individual, à prosperidade financeira e nada preocupadas com as mazelas sociais criadas pelos sistemas fabricados por mentes nitidamente limitadas, ao menos no campo espiritual.

O nosso Brasil e também o país mais rico do mundo estão repletos de pessoas em situação de rua, de dependentes de drogas e de desempregados. O país mais rico do mundo tem os maiores grupos financeiros e empresariais, além das pessoas mais ricas do globo. Mas a miséria lá existe e aumenta dia a dia e há milhões de pessoas que não têm condições de salvar a própria vida, por incapacidade de custear tratamento médico, que lá é exclusivamente particular.

Visando angariar mais fiéis, algumas Igrejas estimulam e defendem a doutrina da prosperidade. As Igrejas viraram locais em que os fiéis não buscam a elevação espiritual em primeiro lugar, mas ter bom emprego, bom salário, boas condições materiais. Os centros espirituais, como são as Igrejas e os demais Templos religiosos, viraram locais para se “fazer um social”, ter contatos, ser visto e, de repente, conhecer alguém que possa proporcionar progresso financeiro e profissional.

Nesse contexto do individualismo e de crise existencial exponenciais, a extrema direita ressurge mais forte e ainda mais sem escrúpulos morais, discriminando raças, religiões, refugiados e aqueles que prestam algum tipo de socorro aos necessitados. E eticamente confusa, grande parte da sociedade, preocupada mais com o próprio conforto do que com os seus e o próximo, aplaude atitudes desprezíveis de seres que abafaram sua própria alma de tentar desmoralizar os que ainda esticam seus braços aos mais carentes.

Frente ao genocídio e à fome generalizada do povo palestino, muitos aplaudem os crimes de guerra de Israel e chamam os que se comovem com as dores das crianças, mulheres e idosos da Palestina de antissemitas, sem sequer saber a profundidade de tal significado e do alcance de tal termo em relação aos palestinos, tão semitas quanto os israelenses descendentes da parcela de judeus originários do Oriente Médio.

Estamos vivenciando uma Era de doença da Alma, ou seja, do mais absoluto desencontro do que se é em relação ao que se vive. O prazer virou o maior desejo, a maior busca e a maior realização. A verdadeira Fé Espiritual foi abandonada em detrimento da frequência de Templos religiosos por absolutos interesses pessoais mesquinhos.

Como disse um famoso e midiático Padre Católico brasileiro, a sociedade está permitindo que a maldade reine em seus corações e almas.

O embate não nos fortalece. É o exemplo que nos aproxima de nós mesmos e do Criador e que nos edifica.

A maior luta que temos que travar não é com aquele que segue o caminho do anticristo, mas conosco mesmo, de não esmorecer e de continuar a seguir o caminho que a nossa Alma trouxe como características próprias da humanidade real e dos diversos exemplos e ensinamentos de Jesus. Os nossos exemplos podem, em um primeiro estágio, perturbar os que não desejam retornar ao real caminho da humanidade, mas logo passarão a iluminar os passos desses, e desses os de outros, e assim sucessivamente, em um movimento lógico de sobrevivência da própria espécie humana.

Comentários