Dos personagens que criei, o que mais me cativou foi o fantasma Fantis pelo jeito diferente que o desenhei, com a cabeça dividida em dois, como se fossem orelhas de elefante, e braços e pernas gordinhos. Era um fantasma filósofo que não se desprendia da Terra porque queria descobrir e definir alguns eventos. Para ele, tudo teria uma lógica. Era um personagem complexo demais para um então adolescente e até para o adulto em que me transformei.
Com esse personagem talvez eu já tivesse desenvolvido o pensamento de que os seres vivos, materializados, são muito irracionais, e só quem já passou por aqui e não está mais entre nós teria a lucidez para desvendar os segredos da vida.
Depois da breguice, veio a diarreia criativa em plena adolescência, época de ideias, criações, descobertas e realizações.
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