A "DIARREIA CRIATIVA"!

Cerca de 5 anos depois de ser criança e descobrir as boas músicas através da minha amiga Ana Maria (vide o texto anterior sobre a cafonice da extrema direita), entrei na adolescência e tive o que o cantor e compositor John Lennon denominava de "diarreia criativa", sem conotação pejorativa à criação. Sim. Era uma avalanche de criações. Criei personagens em quadrinhos e elaborava revistinhas, ao mesmo tempo em que escrevia sobre políticas e criava (ao estilo infantil) revistas e jornaizinhos. 

Dos personagens que criei, o que mais me cativou foi o fantasma Fantis pelo jeito diferente que o desenhei, com a cabeça dividida em dois, como se fossem orelhas de elefante, e braços e pernas gordinhos. Era um fantasma filósofo que não se desprendia da Terra porque queria descobrir e definir alguns eventos. Para ele, tudo teria uma lógica. Era um personagem complexo demais para um então adolescente e até para o adulto em que me transformei.

Com esse personagem talvez eu já tivesse desenvolvido o pensamento de que os seres vivos, materializados, são muito irracionais, e só quem já passou por aqui e não está mais entre nós teria a lucidez para desvendar os segredos da vida.

Depois da breguice, veio a diarreia criativa em plena adolescência, época de ideias, criações, descobertas e realizações.

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