O Bolsonaro Filho, prefiro chamá-lo assim, fez tudo o que pode para que o PCC e o CV fossem enquadrados na lei de organizações terroristas dos Estados Unidos. E isso não é brincadeira. Traz consequências muito sérias a pessoas físicas inocentes que porventura tenham qualquer contato passageiro com um dos integrantes das quadrilhas, instituições financeiras nacionais, bancos públicos, empresas. Ou seja, pode afetar muito gravemente a nossa economia. Mas parece que a oposição extremada pouco se importa com o país, quer ver o país dar errado, como disse recentemente o Senhor Nikolas Ferreira na Tribuna.
Um país do nosso tamanho e com uma atividade econômica respeitada permanecerá silente diante de tudo o que ocorre de injustiça?
Creio que não ou, para ser sincero, espero que não.
Não duvide do poder de influência do Brasil. O poder de fogo brasileiro vai muito além de fuzis ou mísseis. Muitos políticos brasileiros da base governista possuem relações amistosas com diversos senadores e deputados democratas. E não estranhe se políticos e a mídia, mais próximo do mês de novembro, quando haverá eleições parlamentares de meio de mandato (da presidência dos Estados Unidos) começar a divulgar alguns escândalos envolvendo uma certa autoridade, que é o alvo prioritário do governo brasileiro.
Esse certo alguém inimigo do Brasil que está no governo Trump já teve três escândalos extraconjugais não confirmados, recebimento de favores de lobista de país estrangeiro e uso indevido de cartão corporativo. Isso é o que já foi divulgado em campanhas precedentes e que pode vier a ser requentado e relembrado por parlamentares do partido democrata e por parte da mídia em descrédito do governo Trump como um todo. Até aí, tudo bem, isso faz parte da vida do homem público e da disputa política.
Porém, é possível que mais coisas surjam até lá e eu, particularmente, não duvido. Mais casos extraconjugais? Caso de advocacia administrativa? Deslealdade? Mas isso vazaria justo agora, quando Trump controla com mão de ferro o FBI e as agências de inteligência estadunidenses?
As informações não precisam partir de órgãos de dentro do governo. Pelo cargo que ocupa, e por já ter sido pré-candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, ele certamente já é alvo antigo de serviços de inteligência de países amigos e não muito amigos dos Estados Unidos.
Lembro que esse certo alguém não tão misterioso já disputou com Trump a indicação à presidência pelo Partido Republicano. Aliou-se agora, mas à época já era chamado de traidor por membros do partido opositor (Democrata).
E para um país moralmente conservador, há atos ainda mais graves que as traições sexuais, que inclusive levaram o então presidente popular Bill Clinton a sofrer um processo de impeachment, e a deslealdade talvez seja a maior delas (traição à confiança) a uma figura hierarquicamente superior.
Mas será que coletas de dados indicarim que ele, em algum momento recente, traiu Trump? E será que algum serviço de inteligência forneceria tais informações ao Brasil ou as repassaria diretamente à imprensa ou a parlamentares estadunidenses? Mas por qual motivo fariam isso? Apenas para ajudar o Brasil? Imagino que não.
Sinceramente não sei se o Brasil possui contatos próximos e tão amigáveis com alguns serviços de inteligência estrangeiros ou proximidade com um ou outro agente ou analista dessas agências internacionais, mas sei que o Brasil deveria ir atrás, o quanto antes, desse tipo de informação bombástica, dessa arma dissuasiva, capaz de matar o mal pela raiz. Certamente alguém de dentro dessas instituições já está indo atrás, de uma forma ou outra.
Mas muito mais eficaz que qualquer influência sobre a mídia ou serviços de inteligência é a capacidade de persuasão direta de setores importantes do sistema financeiro nacional, do agronegócio e da poderosa indústria alimentícia brasileira, que por sinal já devem estar se mexendo dentro da própria Casa Branca para evitar um prejuízo incalculável mais uma vez provocado pela família Bolsonaro.
Espero que cada brasileiro que puder interceder a favor do país o faça o mais rápido possível.
E desejo que o estadunidense filho de latinos que odeia suas origens possa curtir uma longa férias em casa ou, se preferir, que aproveite para fazer exercícios, como nadar até a terra de seus pais, Cuba, para ver como será a sua recepção pelos cubanos tão prejudicados pelos mais de 65 anos de sanções, muitas das quais ajudou a impor à ilha.
Agora um desabafo. Cuba não teria se tornado comunista se não fossem as ameaças constantes dos Estados Unidos, pois Cuba era apenas uma utopia anti-imperialista que se tornava realidade. Cuba não teria um governo tão fechado se não fossem as sanções estadunidenses. O povo cubano não passaria tantas dificuldades se não houvesse esse bloqueio econômico a Cuba. Os Estados Unidos onde põem a mão promovem terra arrasada. Foi assim no Iraque, na Síria, na Líbia e no Afeganistão. Pretendiam fazê-lo no Irã, mas aí não deu certo e Trump não sabe mais o que fazer. Os pequenos Vietnã e Coreia do Norte derrotaram o império e o fizeram sair em fuga. Os EUA abusam de sua força militar e econômica, mas são um fracasso nas relações diplomáticas e acabam por criar mais desavenças e inimigos do que são capazes de suportar.
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