Marco Rubio é Secretário de Estado do governo Trump, o equivalente a Ministro das Relações Internacionais, e pretenso candidato pelo Partido Republicano nas próximas eleições presidenciais, e Flávio Bolsonaro é senador brasileiro e pré-candidato ao cargo de presidente do Brasil.
Ambos almejam a presidência de seus países e são populistas de extrema direita.
Marco Rubio está complicando muito a vida já conturbada de Donald Trump. Explico.
Trump participa da guerra da Ucrânia e do Irã. E ainda cria rusgas com aliados europeus. Além disso, sequestrou Maduro e interveio na Venezuela, ao mesmo tempo em que aumentou as sanções a Cuba e a ameaçou de invasão. Também criou contendas com os presidentes da Colômbia e do México, ambos de centro-esquerda e, segundo vazamentos, participa das orquestrações de intervenção na América Latina reveladas pelo chamado "Hondurasgate". Quem está por detrás de todas essas intervenções e ações na América Latina é nada menos que um descendente de cubanos e intervencionista e belicista perigosíssimo, apelidado por muitos de "Narco Rubio".
E é Marco Rubio que declarou que o PCC e o CV foram reconhecidos como organizações narcoterroristas, sujeitando o Brasil e brasileiros à intervenção direta e indireta de forças militares, serviço de inteligência e sanções em nosso solo, nosso território, nosso país, e isso com o apoio de Flávio Bolsonaro, que já havia solicitado o bombardeio estadunidense em nossa Baia da Guanabara.
Há quem defina Flávio Bolsonaro de "patriota", mas de nacionalista ele não tem absolutamente nada. Suas declarações são típicas de um oportunista, entreguista e irresponsável, pois colocam o Brasil submisso a outra Nação e anulam a nossa soberania, além de entregar nossas riquezas naturais.
Marco Rubio e Flávio Bolsonaro ainda não sofreram um derrocada, mas ela se avizinha.
Flávio está envolvido com doações do Banco Master, que se caracterizariam mais como desvio de recursos, prejudicando a massa de credores do Banco e processos na justiça.
Marco Rubio, por outro lado, está colocando Donald Trump numa situação sem saída.
Trump está em duas grandes guerras ao mesmo tempo, contra a Rússia, na Ucrânia, e contra o Irã, sofrendo nessa última perdas estratégicas gigantescas, como têm reconhecido a grande mídia dos Estados Unidos, a oposição e líderes de países ocidentais, inclusive.
Não bastasse ter essas frentes militares, Marco Rubio coloca os Estados Unidos em situação beligerante na América Latina em um momento que a Marinha estadunidense encontra-se fragilizada e inferiorizada em relação à da China e sem suprimentos suficientes para garantir a continuidade dessas guerras.
Mas qual o intuito de Marco Rubio? Ele quer ganhar a simpatia e o voto de parte dos latinos que imigraram para os Estados Unidos vindo de países governados pela esquerda ou centro-esquerda, mas isso a um custo altíssimo ao contribuinte dos Estados Unidos em um momento de fragilidade econômica e de alta inflacionária.
Ao mesmo tempo, insufla Trump a intervir no Brasil, aumentando as tarifas de importação, aplicando sanções a autoridades brasileiras e, agora, com a declaração de que o PCC - Primeiro Comando da Capital - e CV - Comando Vermelho - são declaradas nos Estados Unidos como organizações narcoterroristas, podendo assim intervir diretamente, seja com ações policiais, de inteligência, militares e sancionatórias. Os democratas já haviam alertado o governo Trump de que isso configura intervenção em um país aliado e de importância vital aos Estados Unidos, senão estratégica.
O Brasil é o maior país da América Latina, tanto em extensão territorial, como em população, como em importância econômica. É um importante país que exporta muitos alimentos para os Estados Unidos, principalmente, carnes, café e sucos. Desde o século passado os Estados Unidos eram o nosso maior importador de café, hoje superado pela Alemanha. Sem os nossos produtos, ou com estes mais caros, a inflação aumenta, e muito, nos Estados Unidos. Os produtos brasileiros já fazem parte dos churrascos e do café da manhã dos estadunidenses. E o Brasil tem investimentos importantíssimos nos Estados Unidos, inclusive do setor privado, de forma que sanções ou ações duras contra o país podem acarretar grandes prejuízos à economia dos EUA.
Dessa forma, as ações de Marco Rubio se tornam extremamente impopulares, e ainda que não perceba, dificilmente se sagrará como candidato republicano, pois deputados e senadores do partido já percebem o inconformismo da população e de seus eleitores.
No Brasil, Flávio apenas revela a sua imaturidade, desagradando a setores que o estavam apoiando, como o grande empresariado, com destaque ao setor financeiro. Muitos eleitores de extrema direita continuarão fiéis, mesmo com novos escândalos de corrupção, mas parecem ser insuficientes a garantir sua ida ao segundo turno. Quem tem subido aos poucos e seguidamente no campo da extrema direita é o candidato Renan Santos, do Partido Missão (MBL), que parece ser capaz de superar a parceria de Zema e Caiado e o próprio Bolsonaro Filho. Embora entenda de redes sociais, a falta de vivência política, ligada ao fato do MBL ser composto apenas por jovens que gostam de vídeos e polêmicas, dificilmente agradará ao Mercado, importante para financiar campanhas e influenciar a mídia hegemônica.
Enquanto isso, a popularidade de Lula vem subindo, graças principalmente aos vazamentos de Flávio Bolsonaro. E tende a subir mais, tanto na questão do nacionalismo contra os ataques de Trump e de Bolsonaro Filho à nossa soberania, como com a divulgação dos diversos números positivos da economia. Dessa forma, se não houver contratempos, há a possibilidade de Lula sagrar-se vitorioso já no primeiro turno.
Assim, a derrocada de Rubio e do Bolsonaro Filho (Flávio) parecem estar próximas graças às suas próprias ações midiáticas, mas profundamente infelizes. A Flávio se acrescentam os escândalos dos vazamentos.
A parceria, ao que indica, não deu e não dará certo.
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