OS SEGUIDOS ERROS DE TRUMP, A POSSÍVEL HUMILHAÇÃO EM PLENA COPA DO MUNDO E A RUÍNA DOS ESTADOS UNIDOS


Os Estados Unidos não tinham motivo fático para ter iniciado a guerra contra o Irã. Ele tinha suas várias bases em funcionamento e espalhadas pelo golfo, com radares que antecipavam qualquer movimentação de mísseis, drones e aviões em direção a Israel. Além disso, o Irã não tinha intenções de ter armas nucleares e o estreito de Ormuz (Hormuz) estava aberto. Hoje, os Estados Unido perderam a maior parte de suas bases, foram eliminados os seus radares poderosíssimos que antecipavam movimentações em direção a Israel, o estreito de Ormuz encontra-se fechado e há analistas de geopolítica, inclusive dos Estados Unidos, que dizem que o Irã já possui uma arma nuclear. Ou seja, os Estados Unidos erraram feio e continuam a errar. Estão a elevar o preço dos combustíveis, importante fonte de energia para todas as grandes, médias e pequenas potências comerciais.

Há algumas situações possíves por detrás dos seguidos erros. A primeira é a de que Trump é extremamente vaidoso e não pretende sair da guerra sem poder declarar alguma situação como sendo de vitória dos Estados Unidos. A segunda é de que o Trump está esperando se rearmar para continuar a devastar áreas das grandes cidades iranianas, e continuar essa guerra gradual por longo tempo, começando e parando seguidamente, gastando mísseis e se rearmando, o que me parece possível, com a pretensão de desgastar os militares e o governo iraniano a médio ou longo prazo. E a terceira intenção seria a de manter o preço dos combustíveis elevados ao extremo, tentando minar seus adversários comerciais, como a China, Alemanha, Japão e Coreia do Sul. Por isso teria sequestrado Maduro e dominado economicamente a Venezuela, passando a controlar seus minérios, petróleo e até urânio enriquecido. Mas isso também atinge a população dos Estados Unidos, com altos preços, ainda que os Estados Unidos sejam um enorme produtor.

Os Estados Unidos estão olhando para o Irã como se tivessem controle da situação, e não têm. O Irã não é um adversário enfraquecido como os Estados Unidos imaginam. É um país que têm tradição militar, já tendo enfrentado todos os outros impérios que surgiram e se dirigiram ao Oeste da Ásia.

O Irã poderá utilizar armas que ainda não empregou na guerra e atingir importantes navios de guerra dos Estados Unidos, além de bases onde se encontram estacionados os caríssimos F35. A intenção que me parece clara do Irã, neste momento, é causar enormes perdas aos Estados Unidos, humilhando ainda mais Donald Trump, a ponto de torná-lo ainda mais impopular, com possibilidade até de sofrer impeachment antes das eleições de meio de mandato.

O Irã está, aos poucos, a fragmentar a sociedade estadunidense, deixando a crise econômica, social e moral mais evidente a todos, e Trump não olha para dentro, só para o que os seus assessores mais próximos dizem.

Se os Estados Unidos atacarem, certamente destruirão muitas estruturas civis e até militares, mas isso não tirará o poder de fogo dos combativos militares iranianos, que possivelmente reagirão de forma ainda mais forte do que no início da guerra.

Trump corre o risco de, em plena Copa do Mundo, com muitos estrangeiros e convidados em seu país, inclusive com uma grande cobertura da imprensa mundial, passar a maior vergonha já ocasionada a um presidente estadunidense, com possíveis perdas de equipamentos de guerra jamais transmitida em tempo real.

Mas Trump é Trump. Ele e seus asseclas não têm consciência da realidade. Vivem em um mundo paralelo, como se tivessem sido hipnotizados.

Sorte do mundo para ser livre e azar da maior potência imperial que a humanidade já viu!

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