Trump não é nenhum estudioso da economia estadunidense e tampouco entende de geopolítica, mas está fazendo mudanças drásticas no mundo, a começar pelo seu próprio país.
Altas tarifas a produtos essenciais dos estadunidenses, como suco de laranja, café e a carne para o churrasco ou hambúrguer está encarecendo a vida dos já sofridos estadunidenses de classe média ou baixa. A inflação aumenta, os juros ficam mais caros. E adotou essa medida para punir os países exportadores. Ao fim, prejudicou a própria população de seu país com um café da manhã e o churrasco tradicional mais caros.
De forma ilegal, mata pescadores em águas internacionais, assim como ataca áreas civis no Irã, incluindo pontes, serviços essenciais, universidades e centros de tecnologia, além de visar logo no início da guerra a uma escola de meninas de tenra idade no país persa.
Soberbo, sequestra o presidente venezuelano, assassina o primeiro escalão de comando do Irã, incluindo o seu líder religioso, e ameaça a Colômbia, Cuba, Peru, Dinamarca e destrata inúmeros presidentes e primeiros ministros, como o da Espanha, o do Reino Unido. Com uma presidência recheada de cristãos fundamentalistas e supremacistas, Trump também se indispos com o Papa e líderes africanos e árabes.
Ele afunda os EUA em uma guerra mal planejada e calculada, onde os resultados visíveis são a destruição da infraestrutura civil do Irã e o aniquilamento de todas as bases dos EUA no Oriente Médio, com exceção à da Jordânia.
O resultado é catastrófico à economia mundial, com o aumento, ainda pequeno, do petróleo. Mas os estadunidenses, mais uma vez, sentem no bolso as medidas erráticas de Trump.
Bilionário, ele protege as empresas que financiaram as suas campanhas, como as petrolíferas e as Big Techs, e destrói a economia e a reputação geopolítica do próprio país.
Os EUA saem em crise, uma aguda crise social, moral, econômica e geopolítica, além de existencial. A crise de 2008 não havia sido totalmente estancada, e Trump agrava a situação dos não ricos. Os EUA não serão os mesmos que conhecemos nos anos 70 e 80. A guerra civil é cada vez mais provável. E os atiradores chamados de lobos solitários serão cada vez mais atuantes em uma sociedade armamentista, individualista e segregacionista que perdeu seu eixo de referência.
Trump nunca me enganou de que afundaria os EUA, mas imaginava que com ele não teríamos tantas guerras e intervenções como ele está patrocinando.
A somatória de guerras e crise social e econômica, e de alta impopularidade, ao mesmo tempo, jamais poderá resultar em saldo positivo, mas em ruína da presidência e, se ele não for contido, do próprio império. Por muito menos os Estados Unidos se viram obrigados a recuar em guerras também mal calculadas, como a do Vietnã e do Afeganistão, muito mais longas e que ocasionaram perdas incalculáveis, como o fim do padrão ouro na cotação do dólar. Agora o dólar volta a sangrar com o aumento da cotação do comércio de petróleo em Yuans, a moeda chinesa.
Trump, junto com o seu grupo no governo, é errante. A história do império não será e já não é a mesma de antes.
Somente resta a Trump o seu quintal desarmado e parcialmente amante do império. Como será o apossamento das riquezas dos países das Américas Central e do Sul deve ser tratado em um item a parte.

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